Essa é a que literalmente trai o seu marido. E não precisa de apoio, incentivo ou motivo para traí-lo. Ela apenas sente o desejo de pular a cerca... vai e faz. A infiel clássica trai porque lhe dá prazer, porque não é mulher de um homem só, porque gosta de um cardápio variado ou simplesmente ama se sentir uma puta por alguns momentos (no sentido mais amplo da palavra) ou porque já não ama mais o marido que geralmente é um machista, bruto e ciumento. Só que tem uma coisa muito importante, ela faz isso em total sigilo e é tão dissimulada que às vezes o marido corno nunca descobre suas armações. Para encobrir a traição e criar boas oportunidades de estar com o seu amante ela é capaz até de dar dinheiro a ele, de deixá-lo sair sozinho, de patrocinar o futebol dele com os amigos ou lhe oferecer pequenas viagens onde ele fique vários dias fora. Outro dos seus prazeres é fazer com que ele e o seu amante virem bons amigos, trazendo o macho para frequentar a sua casa. Por que ela faz isso? Porque tripudiar sobre o corno lhe causa mais prazer que fazer sexo. O que a excita é a sensação de trair e zombar do corno ao mesmo tempo. Outra particularidade da infiel clássica é que se o corno por um acaso vier a descobrir a sua traição; ela perde o tesão no amante em questão e vai buscar outro para continuar a série de enganações, porque o que a incita a fazer isso é a adrenalina de poder trair em total anonimato, e ter a certeza de que está enganando o seu marido de forma tão bem-feita que ele não vai descobrir nunca. É na infiel clássica que a frase: tudo o que é proibido é mais gostoso, tem a sua total legitimidade e se o marido dela descobrir que está sendo corno e resolver aceitar e se render ao papel de manso, ela prefere se separar dele a viver tal situação. É um paradoxo o sistema de julgamento da infiel clássica, porque ela quer trair, quer degradá-lo, quer poder falar para o amante que ele não a satisfaz, que não é um bom marido, que não é homem na cama, mas se ao descobrir que é corno, gostar do que sentiu e quiser viver isso, vai cair vertiginosamente no conceito dela, podendo ela chegar ao ponto de pedir a separação e ainda acusá-lo publicamente de maus tratos, de traição ou de ser broxa. O que podemos concluir é que a infiel clássica é viciada na adrenalina que a traição lhe causa e que ama exibir a sua infidelidade como um troféu para aqueles que dividem esse segredo com ela. Mesmo sendo viciada em chifrar o marido essa chifreira passa longe de ser uma mulher liberal e se puder tirar alguma vantagem disso; como ser promovida no trabalho, ganhar algum dinheiro, presentes caros e aumento de salário enquanto o chifra ela não deixa passar. Essa é a chifreira que mais deixa o marido para ir morar com o amante visando o lado financeiro e status social.
Franco Donasc

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